A história de “Se Nada Der Certo” ("Begin Again"), com Mark Ruffalo no papel de um produtor musical, Keira Knightley como uma cantora e compositora e com Adam Lavigne na pele de um astro da música em ascensão, supera expectativas depois de um começo hesitante. O filme mostra a vida de Gretta, que é seduzida pela cidade grande e se muda para Nova York com o namorado a fim de perseguir seu sonho de viver de sua música.
O filme começa meio devagar com Gretta desiludida se apresentando em um lugar pequeno, enquanto seu ex-namorado começa a ganhar fama e dinheiro com sua carreira musical. A trama começa a engrenar quando um produtor musical vê nela uma chance de produzir uma artista de qualidade. O mesmo produtor musical é despedido da gravadora em que ajudou a fundar por não concordar mais com a política da empresa. Um dos pontos interessantes do filme é esse. Até que quando uma gravadora tem influência no artista hoje em dia? Será mesmo que um artista nos dias atuais precisa de uma gravadora para sobreviver?
O roteiro também tenta mostrar o que uma crise de relacionamento pode fazer com a vida de uma pessoa. Tanto Gretta, quanto Dan são frustrados em relação a isso. A protagonista se decepciona com seu namorado, logo depois que ele começa a progredir em sua carreira musical. Enquanto Dan convive com a frustração de seu relacionamento ter acabado com o tempo e ainda ter se distanciado da filha sem nem perceber.
O personagem de Mark Rufallo é bem construído mesmo com uma interpretação passando um pouco do ponto. Já a personagem de Gretta é correta, mais sem muito brilho. Já Adam Lavigne, mesmo interpretando um personagem parecido com ele na vida real não foi tão bem assim. Enfim, ao final “Mesmo Se Nada Der Certo” é um bom filme, com um final bem interessante fugindo de clichês, lembrando muito “Apenas uma Vez” do mesmo diretor.

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