O filme "A Entrevista" é comédia protagonizada por James Franco e Seth Rogen que vivem dois jornalistas convidados pela Coréia do Norte para entrevistar o ditador Kim Jong-un e acabam recrutados pela CIA para que assassinem o líder do país. No entanto o verdadeiro Kim Jong-un não gostou muito dessa história e o país oriental tem se posicionado contra o lançamento do longa, inclusive com ameaças terroristas.
Até os ataques hackers que a Sony Pictures sofreu recentemente, fazendo com que filmes, documentos e até emails importantes fossem vazados, teriam sido orquestrados pelo pais oriental. Segundo o jornal "The New York Times", oficiais de Inteligência dos Estados Unidos afirmaram que o governo norte-coreano esteve envolvido de forma central no ataque e que a Casa Branca está avaliando se vai acusar ou não a Coréia do Norte de ciberterrorismo.
De qualquer forma parece que toda essa pressão fez com que o filme tivesse sua estreia nos cinemas norte-americanos e também brasileiros cancelada. Elas aconteceriam respectivamente em 25 de dezembro e 29 de janeiro. De acordo com a "Variety", a Sony não pretende lançar o filme nem em DVD, algo inédito na história de Hollywood, o que levar o estúdio a ter um prejuízo de até 90 milhões de dólares.
Essa história já se prolonga desde junho, através da agência KCNA, o governo da Coreia do Norte prometeu uma "retaliação impiedosa" contra os Estados Unidos caso o filme fosse lançado. O que gerou uma resposta em forma de piada de Seth Rogen que afirmou no Twitter: "As pessoas geralmente não querem me matar por conta dos meus filmes antes de gastar 12 dólares para assisti-los", escreveu.
No mês seguinte, em julho, a Coréia do Norte foi a ONU (Organização das Nações Unidas) reclamar formalmente de "A Entrevista". "Permitir a produção e distribuição de um filme sobre um chefe de Estado soberano deve ser considerado como um incentivo ao terrorismo, bem como um ato de guerra. As autoridades dos Estados Unidos deveriam tomar ações imediatas e apropriadas para banir a produção e distribuição do filme, caso contrário serão totalmente responsáveis por encorajar e patrocinar o terrorismo", afirma o texto assinado pelo embaixador da Coreia do Norte na ONU, Ja Song Nam na época.

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