
Foi liberado na internet há alguns anos um piloto de The Big
Bang Theory que não foi ao ar, gravado no meio de 2006. No entanto, só o assisti
esta semana, e fiz um review, apontando algumas diferenças entre este episódio
e o que foi ao ar, um ano depois.
O cenário inicial é novamente o banco de doação de esperma.
Desta vez, no entanto, Sheldon e Leonard já estão lá dentro. A recepcionista é
a mesma. Já adianto que o episódio, no geral, não tem a qualidade de The Big
Bang Theory que estamos acostumados a assistir, mas traz as características que
Chuck Lorre mais gosta de colocar em seus personagens.
A intervenção veio aqui porque logo de cara descobrimos que Sheldon
masturba-se regularmente e é fissurado por bundas de mulheres. Dentre as
principais séries de Lorre - Two And a Half Men, TBBT e Mom -, Sheldon é o
único que não bebe, não faz sexo ou não tem proximidade com drogas. No entanto,
neste episódio, ele é igual aos outros neste sentido.

Algumas características dele, por exemplo, são mantidas,
como o não entendimento a situações que envolvem sarcasmo, ou o fato de ter um
lugar que é seu. A diferença aqui é que este lugar não está em seu apartamento,
mas sim, no restaurante em que eles costumam comer, que também não é o
Cheesecake Factory, mas sim o The Bombay Palace.
Os motivos de haver uma "mesa perfeita" são: ela
fica mais perto da cozinha, logo a comida chega mais quente, mas não tão perto
que os distraia; no verão, a passagem de ar oferece resfriamento, e no inverno,
é protegido do ar externo; fica na vista dos garçons, tornando os sinais
eficientes.
O "lugar" do Sheldon não é no apartamento porque
tanto o apartamento quanto o prédio não são os mesmos que conhecemos hoje. Além
do mais, a iluminação é bem dark. Não existe o elevador quebrado e nem os
lances de escadas para eles subirem e criarem diálogos interessantes. Faz muita
falta. De um estabelecimento X, eles pulam direto para a porta de casa e
entram.

A formação original da trupe não tem quatro integrantes, mas sim, três. Além de Leonard e Sheldon, há Gilda, uma nerd que lembra Leslie Winkle, sendo um possível interesse amoroso. No entanto, o rapaz com o qual ela fez sexo, não é que você deve estar pensando. Numa convenção de Star Trek, ela se relacionou com... Sheldon! Sim, ele não é virgem! E em toda sua vida, já viu sete mulheres nuas. Algumas delas não são nem suas parentes, e outra é a avó do Leonard! Mais um personagem que segue a linha dos demais criados por Lorre.
Katie é mais exibida e aproveitadora que Penny, e apesar de
Sheldon ser um interessado em sexo, ele não teria se tornado um amigo de Katie
como veio a se tornar da personagem interpretada por Kaley Cuoco.

A abertura do episódio é rápida, tendo como tema a música
"She Blinded me with Science", mas o tempo que ela fica no ar é tão
curto que não daria nem para saber qual a canção sem uma googlada antes. As transições
entre as cenas também têm música de fundo, mas somente isso.
Se aquele piloto tivesse ido ao ar, a série certamente não
chegaria até aqui, e nem seria indicada a tantos prêmios como foi. As mudanças
que foram feitas, são importantíssimas para o desenrolar da série. Não somente
na questão da formação do elenco, mas também em sua personalidade (caso de
Sheldon) e na criação do cenário (hoje mais claro e com as escadas, que agregam
bastante).
Ah, e também não haveria nem chance de haver essa interessante
comparação com o Laboratório de Dexter:
0 comentário "#The Big Bang Theory: análise do episódio piloto que não foi ao ar (2006)"
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