Foi anunciado somente hoje, dia 11, que faleceu no último domingo, dia 7, em um hospital em Londres na Inglaterra um dos atores mais emblemáticos da história do cinema, o lendário ator britânico Christopher Lee. Aos 93 anos ele estava internado há três semanas se tratando de uma insuficiência cardíaca e respiratória. De acordo com o jornal "Telegraph, a esposa de Lee, Birgit Krønckee, adiou o anúncio de sua morte para antes poder avisar os familiares.
Lee marcou seu nome na história e no coração dos fãs da sétima arte em diversos filmes e interpretou icônicos vilões como recentemente o mago Saruman na trilogia "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit", mas bem antes disso ele se tornou um ícone dos filmes de terror, interpretando o terrível Conde Drácula em "Vampiro da Noite" (1958) e "O Príncipe das Trevas" (1966), entre outros filmes do gênero. Também foi Scaramaga, o "Homem da Pistola de Ouro" citado no título do clássico da franquia do 007 lançado em 1974, uma curiosidade é que ele era primo de Ian Fleming, escritor que criou James Bond.
Outra grande franquia que ele fez parte foi a de Star Wars quando deu vida a outro Conde, dessa vez Dooku em "Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones" (2002) e "Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith" (2005). Aqui no Brasil o nome do personagem teve que ser modificado para Dookan para evitar trocadilhos (sic). Apesar do extenso currículo de vilões, Lee se incomodava um pouco com o rótulo. "Por favor, não me descrevam como uma 'lenda do horror'. Eu deixei isso para trás", afirmou certa vez.
Nascido em Londres em 27 de maio de 1922, Chistopher Lee começou a atuar em meados dos anos 40, mas antes disso ele foi voluntário do exército finlandês durante a Guerra de Inverno, no começo da Segunda Guerra Mundial contra a União Soviética, entre 1939 e 1940 e também atuou da divisão de operações especiais da Grã-Bretanha. "Eu fiz parte do Serviço Aéreo Especial, mas nós somos proibidos – seja no passado, no presente ou no futuro – de falar sobre quaisquer operações específicas. Vamos dizer apenas que eu estava nas Forças Especiais e deixar por isso mesmo", disse uma vez ao ser questionado.
Em 2001, Lee foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico por seus serviços como ator e em 2009, foi nomeado Cavaleiro por seus serviços como ator e filantropo. Há quatro anos, quando recebeu a maior honraria do cinema britânico, o prêmio Bafta, ele declarou que jamais se aposentaria. "Eu odeio ser um ídolo, como dizia o querido (ator) Boris (Karloff), não vou pendurar as chuteiras até morrer", revelou na época.
E ele realmente não se aposentou, trabalhando até quando a saúde permitiu. Uma de suas últimas atividades foi como cantor, algo que já havia feito no fim dos anos 70 em algumas trilhas sonoras de seus filmes, mas foi com o heavy metal, estilo musical que virou fã após ser convidado por causa da sua voz grave e grandiosa para participar inicialmente como narrador em algumas passagens entre as músicas no álbum da banda italiana Rhapsody of Fire, "Symphony of Enchanted Lands II - The Dark Secret" (2004), mas ele acabou gravando a faixa "Magic of Wizard's Dream" dividindo os vocais com o cantor Fabio Lione. Em 2010 ele voltou a narrar com os italianos em "The Frozen Tears of Angels" e também com os norte-americanos do Manowar na regravação do álbum "Battle Hymns".
Lee abraçou de vez a carreira de músico gravando seus próprios trabalhos do gênero, isso lhe rendeu em dezembro de 2013, o título de intérprete mais idoso com uma canção nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. A música se chamava "Jingle Hell", paródia de "Jingle bells" que ele havia lançado em ocasião do Natal. Seu último EP "Metal Knight" foi lançado no ano passado, o trabalho tinha quatro canções e três versões alternativas das mesmas. Duas delas eram originais do musical "O homem de La Mancha": "I, Don Quijote" e "The Impossible Dream". "Don Quixote é o personagem de ficção mais heavy metal que conheço", declarou Lee. As outras faixas foram "The Toreador March", da ópera "Carmen", de George Bizet, e "My Way", sucesso conhecido na voz de Frank Sinatra. "Associo o heavy metal à fantasia pelo tremendo poder que transmite", explicou.
Seja como músico ou como ator, Christopher Lee estará sempre marcado na história e principalmente no coração dos fãs que agora ficam órfãos de seu enorme talento. Descanse em paz, mestre!






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