Um dos maiores astros do cinema de todos os tempos, o ator norte-americano Dustin Hoffman fez duras críticas ao momento atual da sétima arte. Em entrevista ao jornal britânico "The Independent" ele afirmou que essa é a pior fase desde começou a sua carreira. "Nos 50 anos em que tenho trabalhado com filmes, agora é o pior momento", declarou.
Ele que aos 77 anos e que recentemente em 2012 dirigiu o seu segundo longa metragem, "O Quarteto", acredita que os cineastas são pressionados pelos estúdios para finalizar a edição de seus filmes cada vez mais rápido, por causa da facilidade que a tecnologia digital proporciona. Isso acaba gerando uma produção acelerada que consequentemente prejudica os roteiros. "É difícil acreditar que hoje seja possível fazer um filme com o orçamento baixo. Quando fizemos A Primeira Noite de um Homem (1967), tínhamos um ótimo roteiro que demorou três anos para ficar pronto e um diretor e elenco excelentes. Mesmo assim, foi um filme pequeno, em um estúdio com atores, e só. Mesmo assim, levamos cem dias filmando", contou mencionando o filme que lhe projetou e também lhe rendeu sua primeira de 7 indicações ao Oscar (ele ganhou duas vezes como melhor ator por "Kramer vs. Kramer" e "Rain Man", de 1979 e 1988 respectivamente).
Outro ponto criticado por Hoffman foi sistema usado por Hollywood onde os atores começam com papéis pequenos até conseguir um trabalho coadjuvante e, com sorte, um como protagonista. "Depois, ao atingir certa idade, você não serve mais para protagonizar uma história - e, infelizmente, isso acontece para atrizes antes do que para os homens. Então, você volta a ser um coadjuvante. É um ciclo", explicou.
Apesar das críticas ao cinema, o veterano ator elogiou as produções televisivas norte-americanas, A "TV está no seu melhor momento", elogiou.


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