A cantora de jazz norte-americana Melody Gardot pode ser considerada a prova viva de como a música transforma a vida das pessoas. Em 2003, quando tinha apenas 19 anos ela sofreu um trágico acidente enquanto andava de bicicleta e foi atropelada por um carro, sofrendo diversas fraturas e principalmente com traumatismo craniano. Foi justamente nesse momento de maior dificuldade de sua vida que começou sua carreira musical, como sugestão dos médicos para ajudar na recuperação. Ainda no hospital, compôs e gravou algumas músicas quando ainda estava de cama, incapaz de caminhar. O resultado foi seu primeiro EP intitulado “Some Lessons - The Bedroom Sessions”, lançado em 2005.
De lá pra cá foram quatro álbuns lançados e três premiações do Emmy. Com seu jazz influenciado pelo blues e pela música latina. Inclusive a brasileira onde flerta com a bossa nova, tendo gravado com o músico gaúcho Heitor Pereira a faixa “Amalia”, presente em seu álbum de 2012 “The Absence”, onde ao lado dele também canta em português.
Seu trabalho mais recente, “Currence of Man”, saiu em maio desse ano pelo selo Decca da Universal Music e recebeu excelentes notas de jornais de todo o mundo como o britânico “The Guardian”. Com faixas mais agitadas como “It Gonna Come” e “Same to You” até as mais intimistas “Morning Sun” e “Dont Misunderstand”, que falam sobre temas como guerra fome e pobreza em suas letras com batidas que muitas vezes flertam com o funk norte-americano dos anos 70.
Texto publicado originalmente na minha coluna de música no segundo caderno do jornal O Fluminense, que sai todas as quartas-feiras.


0 comentário "#Melody Gardot, uma lição de vida através da música"
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